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Terça-feira, 12 de novembro de 2013
ATENÇÃO, INDÚSTRIAS! AGORA É A HORA DE MODERNIZAR

Recentemente, o diretor de Desenvolvimento Industrial da Conferência Nacional da Indústria (CNI), Carlos Abijaodi, fez um alerta: a falta de competitividade é a causa da pequena participação do Brasil nas cadeias globais de valor e em acordos comerciais.

Utilizando dados da Organização Mundial do Comércio (OMC), Abijaodi afirmou que o Brasil é uma das economias que menos participam das cadeias globais de valor - apenas 10% do valor agregado das exportações têm participação estrangeira.

Os números da OMC vão além e mostram ainda que o nosso país é um dos menos integrados nas redes de acordos comerciais. Enquanto vizinhos têm maior acesso ao mercado mundial, como o Chile, com 62 acordos, Colômbia, com 60, e o Peru que tem acesso preferencial a 52 mercados, o Brasil só conseguiu assinar 22 acordos.

A explanação de Abijaodi deixou claro: sem competitividade, as indústrias brasileiras perdem não só espaço no mercado mundial, mas também muito dinheiro. Portanto, mudar este cenário não se faz apenas necessário, mas urgente. Para isso, contudo, o Brasil precisa se mexer - e rápido!

Uma série de fatores contribui para a competitividade das empresas: o ambiente macroeconômico, desenvolvimento de mercados, a educação, eficiência do Estado, os financiamentos e a infraestrutura. Além, é claro, dos investimentos em tecnologia.

A modernização é fundamental para enfrentar a globalização e aumentar a competitividade das indústrias do país. E ela dá resultados. A principal escola internacional de negócios – Insead – constatou que as tecnologias estão, sim, melhorando a competitividade das empresas. Um estudo realizado com 225 multinacionais de países do primeiro mundo mostrou que as companhias que investem forte em TI podem dobrar suas chances de serem altamente competitivos - de 35% para 74% - e, consequentemente, superar os seus pares.

E não é só. Se alguém ainda duvida sobre os ganhos de competitividade gerados por investimentos em tecnologia da informação, os resultados de uma pesquisa da Information and Communications for Development do Banco Mundial (Bird) corroboram esta tese. O documento aponta que nos países em desenvolvimento, as companhias que investem em TI crescem 9,5 vezes mais que os concorrentes que não possuem projetos na área.

O fato é que os serviços tecnológicos estão diretamente relacionados à capacidade de superação de barreiras técnicas impostas pelo mercado internacional aos produtos industriais. Esse tipo de serviço, apesar de ser cada vez mais demandado pelas indústrias devido às falhas de seus produtos e descartes, ainda precisa de mais atenção.

Em 2022, ano em que o país completa 200 anos de independência, 2,2% de toda a produção mundial de industrializados será de produtos fabricados no Brasil, segundo estimativas da CNI. A escalada da indústria a esses patamares, no entanto, requer um ambiente mais adequado à competitividade.

Portanto, quem não quiser ficar para trás precisa, para ontem, rever as suas políticas e estratégias ligadas a TI. A modernização, gerada pelas novas tecnologias, alavanca o crescimento, aumenta os postos de trabalho e, consequentemente, as receitas das empresas.

Toninho Fernandes é sócio diretor da InformAction Consultoria Empresaria, empresa parceira da Mega Sistemas Corporativos. Formado em análise de Sistemas e Economia pela PUCC e especializado em administração financeira pela NYU (New York University). Atuou na gestão de TI da PUCC, Grupo Lix da Cunha e ABC XTAL.


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