Sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Ginástica Laboral

A qualidade de vida é um tema cada vez mais presente no ambiente corporativo e entre as iniciativas mais comuns utilizadas pelas empresas está a Ginástica Laboral. Confira a entrevista com os profissionais Bruno Boff e Carlos Eduardo Sales e conheça os benefícios dessa prática!

Investir na qualidade de vida de seus colaboradores sempre foi uma das prioridades da Mega Sistemas Corporativos. Com esse objetivo, a empresa criou em 2006 o Programa Viva Bem, que teve início com a prática da Ginástica Laboral realizada três vezes por semana pelo colaboradores.

Desde então, outras iniciativas passaram a integrar o programa, mas a Ginástica Laboral ainda é uma das principais vertentes do incentivo à qualidade de vida no trabalho para a companhia. E se para alguns trata-se de um ritual sagrado no início da manhã, para outros a atividade ainda é vencida pela preguiça ou pelo sedentarismo. Mas é importante conhecer os benefícios e prevenções que a Ginástica Laboral proporciona à saúde do colaborador.

O educador físico Bruno Boff e o fisioterapeuta Carlos Eduardo Sales, da Ativ Laboral - equipe responsável por acompanhar a Ginástica Laboral na Mega, concederam uma entrevista ao Portal ItuNotícias em que apontam alguns dos principais benefícios da atividade. Confira!

Como vocês entraram na área de ginástica laboral?

Bruno e Carlos Eduardo: Nós estamos na área de ginástica laboral há quase 10 anos. Desde 2003, notamos que as empresas já sentiam a necessidade e já se preocupavam com a qualidade de vida dos seus funcionários, ainda dentro da empresa. Era um mercado que se mostrava muito promissor e hoje cada dia mais empresas estão investindo em programas de qualidade de vida.

Vocês sempre trabalharam juntos?

Bruno e Carlos Eduardo: A gente trabalhava sozinho, mas aí vimos a oportunidade de unir a Educação Física com a Fisioterapia para que uma completasse a outra.

Como vocês analisam o mercado aqui em Itu? As empresas estão investindo mais nisso?

Bruno e Carlos Eduardo: Algumas empresas, de capital mais humano, se preocupam um pouco mais. Agora as empresas que ainda são muito 'máquinas' e onde o profissional é visto apenas como mão de obra, aderem menos a este tipo de projeto. Aqui em Itu a gente batalha pra conseguir novas empresas. Ainda existe uma dificuldade de perceber o gasto com ginástica laboral como um investimento e não como custo para a empresa.

Quantas empresas vocês atendem hoje?

Bruno e Carlos Eduardo: Com contratos mensais, temos 8 empresas. Mas temos outras que fazem trabalhos esporádicos, como Quick Massagem e análise ergonômica, por exemplo.

E quais os benefícios que esta prática traz para os funcionários?

Bruno e Carlos Eduardo: Aumenta flexibilidade, diminui as tensões musculares, aumenta a vascularização, alivia o stress, enfim, estes são alguns dos benefícios. Sem contar a prevenção de doenças, como LER, por exemplo. Além disso, se o funcionário sente alguma dor que incomoda, ele pode informar o profissional e já obter dicas e orientações de como lidar com ela ou como fazer exercícios que ajudem a amenizar o problema e não deixá-lo evoluir para uma doença mais séria.

E quais os benefícios gerados para a empresa?

Bruno e Carlos Eduardo: Se o funcionário fica menos doente, ele vai ficar menos ausente. E se a gente trabalha a prevenção de doenças, a empresa evita os processos trabalhistas que essas doenças acabam gerando.

Como é a aceitação dos funcionários quando vocês chegam nas empresas?

Bruno e Carlos Eduardo: Esta aceitação gira em torno de 80%. Existem pessoas que não gostam de fazer e a gente entende isso. Mas entre os que fazem, a aprovação do serviço chega a 98%.

E quais as desculpas dadas pelo pessoal que não quer fazer?

Bruno e Carlos Eduardo: Geralmente excesso de trabalho. Mas existem casos em que o gerente de um determinado setor não apoia a ação e, por isso, os funcionários que são subordinados a ele acabam não participando. Algumas pessoas ainda acham que isso é uma forma de "matar o tempo".

Qual a duração das aulas?

Bruno e Carlos Eduardo: Uma aula de ginástica laboral dura de 10 a 15 minutos. Vai depender do objetivo da aula de cada dia.

Como são trabalhados os exercícios na ginástica laboral?

Bruno e Carlos Eduardo: Muita gente confunde e acha que ginástica laboral tem alguma coisa a ver com ginastica de academia. Mas não. Ela é voltada para a atividade laboral, ou seja, para o trabalho da pessoa. Nosso foco é trabalhar a musculatura exigida no trabalho. Tem gente que até fala: "ah, não preciso, porque eu já faço academia". Mas não tem nada a ver.

E como vocês reconhecem quais são as necessidades do grupo?

Bruno e Carlos Eduardo: Antes de começar o trabalho, cada participante preenche um questionário, com questões como: quanto tempo fica em pé, se sente alguma dor, e em cima dessas perguntas é que a gente elabora o nosso plano de trabalho.

Qual o prazo para que as atividades surtam efeito?

Bruno e Carlos Eduardo: Pelo menos uns seis meses.

O que vocês diriam para as pessoas que ainda relutam em fazer a ginástica laboral?

Bruno e Carlos Eduardo: Que eles passem a enxergar na ginástica uma forma de prevenir as doenças que surgem dentro da empresa e ver isso como um investimento e não como um custo. Estatísticas americanas apontam que para cada 1 dólar investido em programas de saúde dentro da empresa, o retorno é de 3 dólares. Mas os empresários brasileiros ainda não estão vendo isso. E o custo não é muito alto. As vezes ele chega a R$ 10 mensais por funcionário.

Para conferir a publicação no site ItuNotícias, acesse Entrevistas.


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