Quinta-feira, 10 de outubro de 2013
COMO VOCÊ LIDA COM O SEU DINHEIRO?

Por Beatriz Nunes Bernardi e Sueli Capovila

Nossa vida é cheia de altos e baixos. Em alguns momentos tudo parece caminhar bem, com ótimos resultados, às “mil maravilhas”, como se diz por ai. Novos desafios, alegria em casa, um bom trabalho e a possibilidade de aumentar o padrão de vida. Nessas horas, temos a sensação de que o sucesso é a nossa marca registrada e vai perdurar para sempre.

Todos torcemos para que períodos assim se tornem cada vez mais duradouros e comuns, mas a verdade é que as crises (inclusive as pessoais) sempre acontecem, por mais que as tentemos evitar.

Pensando no aspecto financeiro, a pergunta que devemos fazer é: como o dinheiro deve ser gerido em um período de vacas magras, especialmente se eu não me preparei adequadamente para esse momento? O primeiro passo é mudar de atitude. Crises são uma constante na vida de todos, mas podem significar uma mudança para melhor em nossas vidas. Como no provérbio chinês, a crise é uma oportunidade de fazer diferente, de recomeçar e de aprender com os nossos erros.

Nada mais eficaz diante de uma crise financeira do que cortar os supérfluos e reorganizar o orçamento doméstico. Reflita sobre todos os seus gastos fixos e tente encontrar uma maneira de economizar.

Portanto, desenvolva bons controles. Controle é indispensável para ter uma vida financeira equilibrada e você deve se acostumar com essa ideia. Tenha conhecimento de todos os detalhes e, na hora em que o cinto apertar, você terá muito mais facilidade para cortar o que não é fundamental.

Outra pergunta sob medida é “você trata seu dinheiro com respeito?”. Diz um ditado popular que ”dinheiro não aceita desaforo”. Uma atitude positiva em relação às finanças encurta caminhos e torna mais fácil o alcance de metas e objetivos pessoais.

DINHEIRO E FATORES EMOCIONAIS

O que sentimos em relação ao dinheiro? É importante entender quais os sentimentos que estão relacionados a esse setor de nossas vidas. Pode ser insegurança, medo, angústia, inferioridade etc. E o que o dinheiro significa para você? Felicidade? Poder? O que mais?

A pessoa que se endivida e não consegue sair do vermelho precisa buscar um nível maior de autoconhecimento. É importante compreender qual o complexo de emoções que está em ação e o que a impede de se organizar. A terapia pode ser uma ótima ferramenta para isso. Muitas vezes apenas uma consultoria financeira não resolve, porque com o tempo a pessoa acaba voltando a se endividar.

ENDIVIDAMENTO E FATORES EMOCIONAIS

A compulsão por comprar muitas vezes está relacionada a um sentimento de vazio ou angústia. Frustrações na vida profissional ou pessoal podem levar o indivíduo a querer comprar mais.

É comum ouvir “gastar para se sentir melhor” ou “gastar para esquecer os problemas”. Nesse sentido, temos que aprender a enfrentar nossos medos! O ato de se endividar pode estar ligado aos valores pessoais e familiares. É importante dar atenção aos padrões familiares: se os pais ou avós gastavam bastante ou faziam dívidas constantes, isso pode tornar-se comum à pessoa. Nós tendemos a repetir um padrão familiar.

É preciso criar um plano financeiro, com prioridades e estratégias para organizar as dívidas. Para isso é preciso ter autocontrole e acreditar mais em si mesmo. Conscientizar-se de fraquezas, angústias, padrões familiares, crenças e valores para, a partir dessa conscientização, abrir um espaço propício às mudanças.

Em muitas ocasiões, precisamos de uma ajudinha para sair do sufoco e dai fazemos um empréstimo em um banco, porém, se não analisarmos com cuidado a tomada deste crédito, está decisão pode, na verdade, ser uma porta de entrada para um beco sem saída.

Beatriz Nunes Bernardi é Psicóloga e Sueli Capovila é analista de Recursos Humanos, pós-graduada em gestão de pessoas. Ambas atuam do Departamento de Recursos Humanos da Mega Sistemas Corporativos.

www.mega.com.br


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