Quinta-feira, 18 de julho de 2013
Artigo: Mercado de Trabalho em TI

O papel das empresas na formação do novos profissionais de TI.

Um dos setores mais promissores da economia brasileira é o da Tecnologia da Informação. No entanto, a expansão do segmento, vivenciada principalmente nas duas últimas décadas, também chegou com um desafio: a criação de novos postos de trabalho é cada vez maior que a oferta de profissionais especializados disponíveis no mercado. É o famoso apagão de talentos.

E este déficit de profissionais deve crescer nos próximos anos. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), com base em dados do IGC e CAGED, estima-se para o estado de São Paulo, no ano de 2013, a abertura de 35 mil vagas no setor de tecnologia, enquanto a previsão de concluintes nos cursos técnicos e universitários relacionados à área é de apenas 14 mil.

Porém, além do aumento do número de vagas, as exigências para contratação também mudaram. Atualmente as áreas de TI são consideradas essenciais para o desenvolvimento das estratégias de negócios e dos planos de crescimento de grande parte das corporações, o que torna imprescindível um profissional mais abrangente e multitarefas.

Em um mercado corporativo, cada vez mais competitivo e globalizado, além da formação acadêmica em TI, as empresas vêm buscando um profissional que não seja estritamente operacional, mas que tenha visão ampla do negócio e das necessidades do setor, assim como da área de atuação da companhia. Além disso, também se espera que este seja bem informado e atualizado, ou seja, que invista constantemente em cursos para adquirir a base necessária para manter seus conhecimentos alinhados não apenas com o mercado, mas também com os produtos que estão em contínua evolução.

E os gestores de Recursos Humanos estão plenamente engajados na missão de recrutar pessoas que sejam capazes de atender todas estas expectativas. Ou seja, os processos seletivos também tiveram que se reinventar, a fim de atender a demanda do setor.

Demonstrando preocupação com essa nova realidade, muitas empresas também vêm trabalhando para a formação orgânica de seus próprios talentos. Um exemplo é o programa Mega Talentos, desenvolvido pela Mega Sistemas Corporativos, onde jovens que irão compor a nova geração de profissionais da empresa são colocados frente a frente com os mais modernos modelos de programação, desenvolvimento de softwares e ambientes corporativos e de mercado. Nesse programa de capacitação, os jovens têm contato com conteúdos essenciais para conhecer e trabalhar as suas capacidades técnicas e comportamentais. Ao fim do processo, são selecionados os que mais se destacaram para fazer parte do quadro funcional da companhia.

Enfim, as empresas terão que se adaptar em passo acelerado, a fim de reter os talentos que ela mesma terá que lapidar. As corporações precisam entender que, principalmente, em um setor com déficit de talentos, os funcionários também são mais seletivos quanto aonde desejam trabalhar e possuem mais poder de barganha, principalmente na negociação dos pacotes de remuneração e benefícios. Corporações que não se conscientizarem desse novo mercado, certamente terão cada vez mais dificuldade em conseguir bons profissionais em um futuro próximo.

Autora: Mariana Almeida é Gerente de Recursos Humanos da Mega Sistemas Corporativos, empresa que oferece soluções tecnológicas diferenciadas de gestão empresarial para companhias que atuam nos segmentos de Construção, Logística, Manufatura, Combustíveis, Agronegócios e Serviços. A executiva é formada em Administração de Empresas e pós-graduada em Gestão de Pessoas.


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