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Terça-feira, 9 de dezembro de 2014
PERSPECTIVAS PARA O SETOR DA CONSTRUÇÃO NO NORDESTE EM 2015

O Nordeste é a segunda região do país com maior peso na construção nacional. Ele responde por 14,2% do valor total de incorporações, obras e serviços. Desta maneira, todas as atenções deste mercado têm se voltado para a região. E não há como falar em crescimento sem citar inovação e tecnologia...

Não há como pensar no Brasil sem levar em consideração a importância da Região Nordeste para o país. E isto é comprovado historicamente. Mais precisamente no dia 22 de abril de 1500, Pedro Álvares Cabral avistou o Monte Pascoal e tomou posse das nossas terras em nome de Portugal. O local, para quem não sabe, está situado na Bahia.

Anos depois, com a criação das capitanias hereditárias, foi fundada a Vila de Olinda, em Pernambuco. Salvador foi a primeira capital brasileira e, para quem ainda pode contestar o significado da região, o Nordeste foi o centro financeiro do Brasil até meados do século XVIII. Para relembrar as aulas de história, a Capitania de Pernambuco era considerada o principal centro produtivo da então colônia e Recife era a cidade mais importante para a economia nacional.

Todo este referencial histórico corrobora para comprovar o potencial econômico nordestino. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil atingiu R$ 1,204 trilhão no primeiro trimestre de 2014. Desde 2002, o Nordeste vem crescendo a uma taxa superior à da economia brasileira. Entre 2011 e 2012, por exemplo, o PIB per capta da região evoluiu 35,43%, enquanto o do Brasil cresceu 26,75%. E as perspectivas de crescimento não param por aí, sobretudo para o setor da Construção Civil. Segundos dados divulgados pelo próprio IBGE, o setor foi responsável, ao lado da produção de petróleo, por ajudar o PIB brasileiro a sair do vermelho no terceiro trimestre de 2014.

O Nordeste é a segunda região do país com maior peso na construção nacional. Ele responde por 14,2% do valor total de incorporações, obras e serviços. Desta maneira, todas as atenções deste mercado têm se voltado para a região. Estados como a Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte estão entre os mais procurados pelos investidores.

E não há como falar em crescimento sem citar inovação e tecnologia. Um levantamento feito pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil, o Sinduscon, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou que 60% dos empresários do setor da construção têm planos de investimento em tecnologia. Com base nestas informações, algumas empresas passaram a desenvolver soluções que permitem administrar todos os dados relacionados ao controle de produção, qualidade e inspeção, segurança e controle de materiais. Com isto, é possível recolhê-los em tempo real e integrá-los aos sistemas ERP das construtoras e empreiteiras.

E, neste contexto, é crescente o número de empresas cujos gestores têm procurado por soluções que os auxiliem a concentrar as suas atuações no desenvolvimento de ações estratégicas para o gerenciamento e para a mobilidade no canteiro de obras. Uma delas é o aplicativo Mobuss, desenvolvido pela Teclógica, empresa catarinense especializada em Consultoria, Desenvolvimento de Sistemas, Gerenciamento de Aplicações e Prestação de Serviços, e incorporado ao ERP da Mega Sistemas Corporativos S.A., o Mega Construção.

Há de se ressaltar que o potencial econômico da Construção Civil no Nordeste é extremamente relevante. Desde 2003, o crescimento tem ocorrido de forma bastante acelerada em todas as atividades do setor. Apesar de 2014 ter sido um ano com números não tão favoráveis, as perspectivas para 2015 continuam positivas. Obras de grande porte como a transposição do Rio São Francisco, a ferrovia Transnordestina e o canal do Sertão estão em desenvolvimento. Além disso, projetos de hotéis, novos shoppings centers e obras viárias surgem nos quatro cantos da região. E o aumento do poder aquisitivo da população também contribui para o cenário positivo do setor imobiliário em cidades como Recife (que apresenta o maior volume de obras), Fortaleza, Maceió e Natal.

Mesmo com 2015 sendo um ano para a equipe econômica arrumar a casa, a política macroeconômica e a manutenção dos investimentos, desistir é uma palavra que não pode, nem deve, fazer parte do vocabulário de quem está inserido neste cenário.

Robson Gomes é Diretor de TI e Serviços da Mega Sistemas Corporativos em Natal, empresa que oferece serviços e soluções tecnológicas diferenciadas de gestão empresarial para companhias que atuam nos segmentos de Construção, Logística, Manufatura, Combustíveis, Agronegócios e Serviço.


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