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Terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Futuro promissor ou abismo? O que esperar do mercado em 2015

O setor está apresentando melhoras e espera que ano que vem seja mais promissor que 2014. Mas como se preparar para sobreviver em um cenário ainda inesperado e rodeado por ameaças econômicas?

Na última semana a InfoMoney publicou uma matéria com uma breve análise das expectativas para o mercado imobiliário no próximo ano. Afinal, 2014 não foi nada fácil para o setor. Além da ameaça de uma bolha imobiliária, as vendas caíram com as várias incertezas do período - Carnaval, Copa do Mundo e eleições presidenciais - e as incorporadoras se viram com estoques parados e quedas de lançamentos.

O consumidor também sentiu na pele a instabilidade, tanto que 70% consideraram que os preços dos imóveis estão muito altos, segundo um levantamento realizado pela Licam Consultoria e o Instituto ILUMEO; outros 77% sentem que os valores ainda estão subindo. Porém, pode ser que exista uma luz no fim do túnel: somente 16% afirmam que devem desistir da compra da casa própria por causa disso. E um ponto positivo ainda: 46% dos entrevistados afirmam que pretendem fechar a compra em até dois anos.

O setor já está até acompanhando uma leve melhora, apesar de ainda sentir o reflexo das perdas sofridas no primeiro semestre. Durante a mesa-redonda "Perspectivas para o Brasil em 2015 e Tendências do Setor Imobiliário", o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), Cláudio Bernardes, afirmou que o mercado imobiliário na capital paulista já mostra sinais de recuperação.

Os dados fornecidos pela associação mostram que, em setembro, foram vendidos 2.787 imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo, crescimento de 55,1% em relação a agosto e queda de 5,6% em relação ao nono mês do ano passado. Já no acumulado de janeiro a setembro de 2014, foram vendidas 14.374 unidades, registrando queda de 43,8% quando comparado aos mesmos meses de 2013. Os lançamentos de novos projetos residenciais em setembro somaram 4.018 unidades, alta de 90% em relação a agosto e de 35,6% ante setembro de 2013. Enquanto no acumulado do ano, foram lançadas 18.367 unidades – queda de 15,4% em relação ao mesmo período de 2013.

Apesar de tudo, o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octavio de Lazari Junior, acredita que 2014 foi um ano difícil, mas vitorioso. Para ele, fatores que mantém o crédito em alta, como baixo nível de inadimplência e boas condições de emprego e renda da população, vão garantir um bom funcionamento do mercado em 2015. O 4º trimestre do ano já está mostrando alta de 5% nos negócios, em relação ao mesmo período do ano passado, e o setor enxerga um grande mercado potencial entre famílias que ainda pagam aluguel.

Entretanto, se comparado com o desempenho do setor há dois ou três anos atrás, quando o mercado da construção viveu um dos períodos mais aquecidos das últimas décadas, os números ainda são preocupantes. Os estoques elevados, principalmente em SP e no RJ, serão absorvidos com lentidão pelo público consumidor e as empresas devem estar prontas para enfrentar o inesperado frente à instabilidade econômica nacional.

Mas como se preparar diante de um cenário tão incerto?

Esta é, sem dúvida, a pergunta mais recorrente de muitos empresários ao olhar para 2015. As instabilidades político-econômicas do país batem à porta de todas as empresas como um personagem de filme de terror pronto para atacar. Então como se preparar para enfrentar o que está por vir?

Controlar o mercado muitas vezes foge ao alcance das organizações, mas é possível atuar com iniciativas dentro do microambiente de cada empresa para protege-la dos impactos externos neste momento de ameaças e dificuldades à vista. E o primeiro passo para isso é entender seu próprio funcionamento e mapear os processos internos prevendo todas as situações possíveis. Enquanto a tecnologia é uma arma poderosa para controlar o contingente de informações necessárias para analisar o desempenho das empresas no mercado, é nos processos que está o segredo para alinhar a estratégia corporativa das organizações. “Com processos bem desenhados e políticas internas estruturadas, é possível blindar a segurança corporativa em momentos de crise e torna-se mais fácil sobreviver a cenários imprevisíveis com menor impacto nos resultados internos”, explicam Júlio Datílio e Thiago Moreira, Coordenador de Projetos e Analista de Processos da Trinus Consultoria.

Com o apoio de consultorias especializadas, como a própria Trinus, as empresas podem monitorar os passos de sua operação para reduzir custos, equalizar investimentos, fidelizar clientes e estabelecer planos para gerenciamento de crise. “Iniciativas como o mapeamento de processos, documentação de políticas e procedimentos internos, gestão de indicadores e análise de ferramentas de gestão permitem preparar as empresas em todos os âmbitos para seu fortalecimento no mercado. E com uma base bem estruturada, as organizações não apenas sobrevivem diante das crises, como também ganham uma importante vantagem competitiva no mercado”, complementam os gestores.

E você, está preparado?


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