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Sábado, 2 de março de 2013
Comunicação eficaz: competência rara no mundo corporativo

A comunicação está diretamente ligada à qualidade das relações humanas e, por isso, esta é uma competência extremamente importante para o ambiente corporativo.

Por se tratar de algo inerente ao ser humano, é comum pensarem que se trata de uma competência fácil de ser desenvolvida. Entretanto, muitos são os exemplos de uma comunicação ineficaz, que podem abranger os mais diversos níveis hierárquicos.

A qualidade da comunicação afeta diretamente os resultados de uma organização, pois é através dela que: a estratégia corporativa é disseminada; o clima se estabelece; a motivação se mantém, entre outros tantos. Sua abrangência permeia, ainda, as relações que sustentam uma empresa.

É comum acreditar que o uso adequado das normas gramaticais ou, então, a formação acadêmica proporcionam mais assertividade na comunicação. Mas se trata de algo incompatível, pois se comunicar bem é uma habilidade, uma competência e está muito além do que uma boa fluência verbal. E exatamente pela sua raridade é muito valorizada no ambiente corporativo.

Por que se torna tão difícil a tarefa de se comunicar de maneira eficaz? A primeira questão importante, e que por isso merece destaque, é a necessidade do autoconhecimento. Conhecer as potencialidades e as fragilidades permite uma maior segurança na relação estabelecida entre as pessoas. Esta autoconfiança nada mais é do que fruto de uma reflexão sobre si, os desejos, os sonhos, as ambições, as frustrações e outros fatores que permeiam as características do ser humano.

Para que se possa enxergar o outro em sua essência, é necessário antes de tudo conhecer-se a si mesmo. A consciência de que cada ser é singular torna-se fundamental para a comunicação eficaz e, neste sentido, os líderes e os subordinados devem conhecer ao máximo a equipe de trabalho e todas as pessoas diretamente ligadas às atividades cotidianas.

O conhecimento sobre o outro permite a customização da comunicação. Os indivíduos, por exemplo, em suas singularidades, podem ser mais visuais, auditivos, sensoriais. Ou seja, para cada um é necessário uma estratégia diferenciada para aumentar a eficácia ao se comunicar.

Outro ponto de extrema relevância refere-se à escuta. Escutar bem, não é simplesmente estar em silêncio enquanto o outro fala, é saber decifrar o que outro diz, na própria fala, na comunicação não verbal produzida pela linguagem corporal que está presente ao contexto. É indispensável criar uma ponte imaginária que permita uma transferência ao outro, que permita a sinergia entre duas pessoas ou mesmo entre um grupo.

Para isso, é fundamental abster-se de pré-julgamentos. Cada pessoa possui um modelo mental, que foi constituído pela história de vida, por crenças e valores, mas que podem ser uma barreira para a eficácia da comunicação. Esse modelo mental, por sua vez, pode gerar uma série de inferências que distorcem um fato. Neste ponto, o autoconhecimento ajuda muito, pois se torna mais fácil analisar o fato de maneira mais imparcial e menos impulsiva.

O líder, principalmente, deve ter um cuidado especial ao tratar toda a abrangência da comunicação junto aos membros da sua equipe, pois para influenciar pessoas é necessário utilizar uma linguagem efetiva. A liderança, vale lembrar, deve estabelecer uma relação de confiança, um ambiente propício a troca de informações e ideias, bem como o incentivo ao feedback contínuo é extremamente importante nas adequações dos processos de uma equipe. E quando uma relação de confiança é estabelecida, as inseguranças e as possíveis maledicências internas são diminuídas, pois a equipe sente-se integrada.

O cuidado com a comunicação também é fundamental para o êxito na carreira. Saber refletir sobre o que dizer, como dizer, em qual momento dizer baseado no público-alvo pode minimizar ruídos na comunicação. Esta é uma competência que deve ser observada continuamente, visando sempre manter saudável a qualidade das relações e assim, atingindo ou superando os resultados traçados para a equipe.


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