Teoria das restrições: veja o que é e como pode ajudar sua empresa!

Teoria das restrições: veja o que é e como pode ajudar sua empresa!

Enquanto novas teorias são criadas e destruídas em poucos anos, alguns clássicos permanecem sempre atuais. É o caso da teoria das restrições, apresentada pela primeira vez por Eliyahu Goldratt no livro A meta, lançado em 1984 (por coincidência, a data é título do famoso livro de George Orwell).

Goldratt, que desenvolvia softwares de gestão, percebeu que muitas empresas concentravam seus esforços e recursos em atividades que não melhoravam seu desempenho e lucro, e estudou esse fenômeno a fundo. Também chamada de TOC (Theory of Constraints), a teoria das restrições trata de suas conclusões acerca do assunto — trabalhar com foco na identificação e solução de gargalos de produção.

Entenda mais!

Uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco

Esse provérbio nos dá a dimensão da potência que a aplicação da teoria das restrições traz. A restrição é o elo mais fraco e mesmo que todas as outras partes do processo produtivo estejam excelentes, o resultado acompanhará as limitações impostas por ele. Com três perguntas, começamos o diagnóstico e tratamento do gargalo. São elas:

  1. O que precisa ser mudado?

  2. Por qual motivo mudar?

  3. Como começar essa mudança?

Quando procuramos problemas, é possível que encontremos não a causa, mas sintomas. Por exemplo: se os prazos estão sempre vencendo, a restrição pode estar no cronograma defasado, mas pode ser que algum elo da cadeia produtiva esteja mais lento do que o planejado. Faça uma análise ampla para encontrar a raiz do problema e coloque todo o foco nela.

Entrando em ação

Uma vez identificadas as unidades-problema do processo produtivo, começa-se a aplicação da teoria das restrições, que segue por 5 passos cíclicos:

  1. definir a restrição principal — entre os gargalos encontrados, existe um que limita mais o lucro e a produtividade. Encontre-o;

  2. melhorar a restrição — buscar soluções e escolher a que resolve o problema da melhor forma (ou a que está dentro dos recursos da empresa);

  3. sujeitar todos os outros processos à restrição — recolher recursos, funcionários e a atenção voltada para setores que estão além da capacidade máxima da empresa (que é dada pela restrição) e aplicá-los na solução do gargalo;

  4. eliminar ou melhorar a restrição — avalie se a questão já foi resolvida totalmente ou se o problema persiste, ainda que em menor escala. Se acabou, considere-se bem-sucedido. Se não, repita o processo até que o gargalo deixe de existir;

  5. iniciar o processo de mapeamento de restrição novamente — agora que aquela restrição deixou de existir, outro ponto se mostrará como limitação principal. Repita o ciclo para crescer e aumentar seus lucros continuamente.

Ajustando para um pouco abaixo do limite

Um dado curioso sobre a teoria das restrições é que ela não visa alcançar a produtividade máxima de um processo. Isso acontece porque quando se trabalha em 100% da capacidade, a empresa está no limite máximo e, portanto, restrita por ele. Quando não há para onde crescer, pequenas defasagens no processo produtivo podem se tornar gargalos temporários, e a estafa pode colocar tudo a perder.

Uma equipe que não para sofrerá de estresse e terá problemas como cefaleia crônica e enfraquecimento do sistema imunológico, — que levam a absenteísmos e terminam por reduzir a produtividade. Funcionários descansados são mais motivados, criativos e eficientes. Os equipamentos também precisam de pausas para a manutenção, de preferência preventiva, antes que parem toda a linha de produção para conserto.

Também é importante pensar na demanda externa, sem saturar o mercado com o seu produto e criar estoques sem necessidade. Se sua capacidade produtiva está além da absorção pelo consumo, é hora de investir em marketing e estratégias de escoamento — a produção está alinhada, não tente consertar o que não está quebrado.

Agora que você conhece a teoria das restrições, não deixe de aplicá-la em sua empresa. Você verá que seguindo esses passos simples é possível ajustar todo o processo produtivo, com o mínimo de esforço e investimento para um retorno satisfatório.

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