Relatório de análise de riscos: entenda o que é e como fazer

Relatório de análise de riscos: entenda o que é e como fazer

A dificuldade de garantir o controle sobre as operações que ocorrem em uma empresa muitas vezes dificulta a visão do empreendedor sobre o todo, especialmente quando se fala em perdas financeiras.

Riscos que não são analisados ou são mal administrados apresentam grandes chances de gerar prejuízos financeiros, encarecendo operações e prejudicando a margem de lucros. Empresas que não analisam seus riscos acabam entrando muitas vezes em um círculo vicioso, que pode não ter saída ou representar altos custos para um negócio.

Hoje, todas as empresas fazem parte de uma realidade complexa, em que uma grande infinidade de fatores influencia o dia a dia. Por isso, um relatório de análise de riscos, além de ser importante, deve ser feito de forma sinérgica, considerando fatores internos e externos que fazem parte do cotidiano do negócio.

Para saber mais sobre como funciona um relatório de análise de riscos e como ele deve ser feito, acompanhe o post de hoje!

Metodologias para a realização do relatório de análise de risco

Existem diversas metodologias para a realização de uma análise de riscos. Dependendo do tipo de negócio, tais metodologias devem acompanhar desde a idealização, ou seja, desde a elaboração do Plano de Negócios.

Empresas como as startups, por exemplo, que lidam com mais incertezas do que as tradicionais, em termos de mercado, devem analisar os riscos mesmo em etapas embrionárias, quando o negócio ainda está sendo planejado no papel.

Análise SWOT

Uma das ferramentas bastante aplicadas em casos como este é a chamada “Análise SWOT”, uma metodologia desenvolvida pela Universidade de Stanford que avalia desde as forças e oportunidades de um negócio até as fraquezas e ameaças.

A análise de riscos, dentro da metodologia SWOT, foca justamente no que pode afetar o negócio, considerando os fatores internos e externos.

Para aqueles que estão consolidados, em geral, utiliza-se a auditoria para colher dados e fatos, para então avaliar os riscos e propor medidas de contingência que são levados aos Comitês de Risco.

Durante o processo, todos os setores da empresa passam a ser objetos de análise e, ao final, os relatórios acabam quantificando as contingências de modo financeiro, propondo medidas e alterações.

Obstáculos da análise de riscos e complexidades do mundo corporativo atual

Muitas empresas acabam focando a análise de riscos apenas dentro de um viés financeiro. Porém, mantendo-se apenas esse foco, a análise final acaba sendo comprometida e não considerando todos os fatores que uma empresa está sujeita.

Como as auditorias, na maioria das vezes, são focadas em processos operacionais, não raras vezes fatores importantes são ignorados e os extensos relatórios produzidos ao final acabam tendo pouquíssima utilidade prática.

Quando se trata de uma análise de riscos, a empresa deve ser vista como um organismo vivo que sofre a influência de fatores internos e externos. Por isso, não apenas aspectos financeiros ou operacionais devem ser levados em conta, mas, também, sazonalidade, momento da economia e até setores do negócio que podem ser influenciados de forma distinta.

As auditorias quando feitas de forma tradicional acabam favorecendo o compliance, mas podem deixar de abordar riscos necessários por não abordarem o contexto da empresa dentro de um cenário global.

Prevenir riscos, especialmente em um momento de incertezas econômicas, é a garantia de vida longa e sobrevivência para muitos negócios. Investir nesse tipo de cautela, mesmo que em um momento de crise, é essencial para garantir a produtividade do empreendimento.

Mitigação de riscos

Além da análise de riscos é preciso fazer a mitigação de riscos, que é uma metodologia que visa reduzi-los, pois é praticamente impossível eliminar todos eles. Com ela, é possível elaborar planos preventivos para combatê-los da maneira adequada.

O gerenciamento de riscos concede à empresa uma postura proativa e não somente reativa ao diminuir a frequência de ações desnecessárias/indesejáveis e promover a melhoria contínua com foco na gestão da qualidade.

Para colocar esse tipo de metodologia em prática é preciso cumprir alguns requisitos. Confira abaixo:

Definir completamente o projeto

É fundamental que os planos de prevenção de riscos sejam bastante detalhados, garantindo o levantamento de informações como:

  • procedimentos gerais;

  • processos de treinamento;

  • mapeamento de riscos;

  • investigação;

  • segurança;

  • auditoria de acidentes.

Se a ideia é trabalhar com a precaução, tudo deve ser estruturado previamente, para que as operações produtivas possam seguir seu curso normalmente.

Ter um plano de emergência

Apesar de a mitigação de riscos operar com medidas preventivas para diminuir acidentes de percurso, é essencial que haja um plano emergencial, afinal, por mais que os devidos cuidados sejam tomados, imprevistos podem surgir a qualquer momento, não é mesmo?

Por essa razão, o plano de emergência deve fazer parte da gestão de riscos, de modo que, nas vezes em que ações preventivas não surtirem efeito, a padronização de tarefas e recursos permita uma maior resolução dos problemas.

Fazer o mapeamento dos riscos

O mapeamento de riscos nada mais é que uma representação gráfica dos riscos identificados no ambiente de trabalho.

Visando a redução máxima de acidentes, o mapa faz uma análise minuciosa dos perigos de cada departamento, montando, ao final, um panorama da empresa.

Alguns registros importantes sempre fazem parte desse mapa, como informações sobre os funcionários e a rotina de trabalho, os recursos e equipamentos utilizados, além dos procedimentos realizados e a visão do ambiente.

Envolver pessoas capacitadas

É essencial que os profissionais envolvidos com a elaboração da mitigação de riscos sejam altamente especializados e tenham muita competência para garantir o melhor auxílio possível nesse momento de transição.

Lembre-se de que esse pessoal deverá ser capaz de sugerir estratégias, identificar ameaças e verificar quais são os riscos toleráveis para um determinado momento.

Utilizar a tecnologia

tecnologia pode agilizar a mitigação de riscos consideravelmente. Basta escolher as soluções mais compatíveis com a empresa.

Um dos softwares mais utilizados para este e outros fins é o ERP, pois tem a capacidade de adotar os padrões mais eficientes para a rotina dos demais setores da indústria (contabilidade, finanças, compra, venda, produção e logística).

Evidentemente, essa é uma ferramenta fundamental para acelerar a produção. Além disso, o programa ajuda a evitar possíveis falhas das atividades diárias.

Acompanhar os resultados

Atenção: um plano de ações só vale quando oferece resultados concretos. Logo, monitorar as métricas/indicadores estabelecidos pela empresa é uma prática bastante útil, principalmente para verificar se o que foi colocado em pauta está realmente surtindo bons resultados.

Esse tipo de acompanhamento deve ser feito periodicamente e, se possível, no momento das operações. Dessa maneira, é possível corrigir procedimentos ineficazes mesmo durante o ciclo de mitigação de riscos

Tirou todas as suas dúvidas sobre relatório de análise de riscos? Quer saber mais sobre como a tecnologia pode aumentar o ROI da sua empresa? Então, não deixe de conferir o nosso post sobre o assunto com mais dicas!