Desvendando as Demonstrações Contábeis

Desvendando as Demonstrações Contábeis

Preparamos um guia definitivo pra você entender tudo sobre Balanço Patrimonial, DRE, DMPL, DVA, DFC. Confira!

Balanço Patrimonial

É uma demonstração contábil que tem, por finalidade, apresentar a posição contábil, financeira e econômica de uma entidade em determinada data, representando uma posição estática.

É uma das principais ferramentas para avaliar a posição contábil e financeira da empresa, já que leva em conta não apenas o caixa, mas também propriedades, dívidas e pagamentos a receber

Ou seja, apesar do fluxo de caixa ser essencial, ela é apenas uma pequena parte do balanço patrimonial, que dá uma visão bem mais completa para a análise do resultado econômico do seu negócio.

O nome “balanço” vem de “balança”. Qual a finalidade de uma balança? Pesar as mercadorias, não é?

Pois bem: o Balanço Patrimonial também tem essa finalidade: pesar ativos, passivos e patrimônio líquido.


DRE - Demonstrativo de Resultado do Exercício

É uma ferramenta contábil utilizada para verificar a saúde financeira de uma empresa, ou seja, ela mostra qual lucro (ou prejuízo) a empresa terá se conseguir realizar o que está sendo planejado.

Esse tipo de controle financeiro ajuda os gestores a terem uma visão mais realista sobre as decisões que devem ser tomadas, a fazer provisões mais realistas e a saber se existe viabilidade econômica para determinados investimentos, por exemplo.

Para fins legais de divulgação, ela abrange o período estabelecido como exercício financeiro, que normalmente vai de janeiro a dezembro (12 meses). Entretanto, também pode ser elaborada mensalmente para fins administrativos e trimestralmente para fins fiscais.


DMPL – Demonstrativo das Mutações de Patrimônio Líquido

É uma demonstração que substituiu a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados (DLPA). Assim, todas as informações que faziam parte da DLPA passaram a compor a DMPL.

Antes de entrar em vigor a Resolução n.º 1.185/2009, as empresas não eram obrigadas a publicar a DMPL. No entanto ela passou a fazer parte do conjunto de demonstrações de divulgação obrigatória.

De maneira simplista, a DMPL é uma das demonstrações contábeis mais completas, representando as movimentações ocorridas no patrimônio líquido -   reserva de capital, de lucros, de reavaliação, capital social e lucros ou prejuízos acumulados - em determinado período durante o exercício social da organização.

Por meio da DMPL, o gestor ou administrador pode avaliar se as contas estão equilibradas ou se há entraves que precisam ser resolvidos com prioridade a partir do próximo exercício social, a fim de garantir o bom andamento dos negócios e o alcance dos resultados planejados.

Desta forma, a DMPL precisa evidenciar com clareza a posição de cada conta que compõe o patrimônio líquido, devendo ser elaborada conforme as normas brasileiras de contabilidade para representar fielmente as movimentações ocorridas na companhia.


DVA – Demonstração do Valor Adicionado

Visa mensurar o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.

O conceito de riqueza que está na base da DVA corresponde à diferença de valores entre aquilo que empresa produziu e os bens e serviços que ela utilizou nesse processo, que foram produzidos por terceiros, ou seja, para exercer sua atividade, uma empresa compra matéria-prima, contrata trabalhadores e pega financiamentos bancários, por exemplo. Tudo isso pode ser medido em valores monetários. Quando a companhia coloca no mercado seu produto ou serviço, ele valerá mais do que a soma dos fatores adquiridos para sua produção. Esse valor que a empresa “adicionou” durante o processo é a riqueza gerada.

O que a DVA faz é detalhar de que forma essa riqueza foi distribuída entre funcionários, fornecedores, agentes financiadores, acionistas e governo, ou seja, entre todos os setores que participaram, diretamente ou indiretamente, da sua geração. É, portanto, uma forma de mostrar como a empresa contribuiu para o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Numa perspectiva mais social, a análise desse relatório também é útil para avaliar de que forma a organização contribui para a sociedade na qual se insere. Isso pode ser usado, por exemplo, para que órgãos da administração pública tenham uma ideia do tipo de benefícios que a instalação de uma empresa pode trazer a uma comunidade.

Além disso, serve de base para que sindicatos façam comparações, entre empresas de um mesmo segmento, dos valores destinados aos trabalhadores e da evolução da remuneração, além de ajudar os governos a entenderem de que forma cada categoria contribui para a receita tributária do país, dentre outras funções.
 

DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa

Indica quais foram as saídas e entradas de dinheiro no caixa durante o período e o resultado desse fluxo. Assim como a DRE, a DFC é uma demonstração dinâmica e deve ser incluída no balanço patrimonial.

Ela ajuda a entender e analisar a capacidade de uma empresa de gerar caixa e equivalentes de caixa em um determinado período por meio dos seus pagamentos e recebimentos em dinheiro.

Apesar de seu nome, a DFC não inclui apenas o fluxo de caixa propriamente dito. Entram na demonstração, além do caixa, todas as outras contas do grupo do disponível, como contas bancárias e aplicações de liquidez imediata.

Sua elaboração é obrigatória para diversos tipos de empresas. 

Para as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões, a obrigatoriedade foi determinada pela lei nº 11.638/2007, que entrou em vigor em 2008.

Já para as pequenas e médias empresas, a determinação está na NBC TG 1000.

A demonstração deve ser apresentada pelo menos uma vez por ano, junto aos outros relatórios contábeis presentes no balanço da empresa. 

Sua obrigatoriedade tem relação com o fato de que, por meio de análises e auditorias, é possível entender não apenas sobre a saúde financeira da empresa, mas também buscar erros e possíveis fraudes contábeis.

No aspecto gerencial, sua finalidade é de obter um controle maior sobre o planejamento financeiro da companhia.

Com uma solução especializada, como a do ERP Mega, por exemplo, é possível emitir todos os relatórios de forma consolidada. Uma boa ferramenta também permite que você defina os planos para publicação com comparativos determinados pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários.