Como será o futuro com a automação de trabalho? Confira!

Como será o futuro com a automação de trabalho? Confira!

Quando você ouve falar em automação de trabalho, o que vem à sua cabeça primeiro? Sistemas de autoatendimento em estabelecimentos comerciais e em estacionamentos são apenas alguns exemplos de uso, mas a verdade é que isso tende a crescer em um ritmo frenético.

Muito se fala da relação entre automação do trabalho e desemprego. No entanto, ao longo deste texto, você entenderá melhor porque isso não está totalmente correto, além de compreender os impactos de um sistema ERP nesse cenário, automatizando processos e tornando uma empresa mais competitiva. Boa leitura!

O que é automação de trabalho e como funciona?

A automação do trabalho consiste na substituição do trabalho humano por um software ou máquina. Em geral, a ideia é aumentar a produtividade de uma empresa ou setor, dando maior agilidade e fluidez às tarefas executadas. Um exemplo simples de automação no trabalho é a geração de notas fiscais, algo que, se for feito manualmente, pode trazer grandes problemas ao negócio. Isso porque uma informação inconsistente aumenta o risco de pendências junto ao Fisco, como a sonegação de impostos.

Dito isso, existem softwares que fazem esse trabalho de preencher as notas fiscais, diminuindo a ocorrência de erros. Em um escritório, aderir a essas rotinas automatizadas significa ter mais tempo para as atividades estratégicas do negócio, que exigem expertises que o computador dificilmente possui.

O que esperar do futuro em relação à automação de trabalho?

Há um grande número de atividades na mira da automação. No entanto, isso não significa, necessariamente, um aumento do desemprego, visto que a modernização do trabalho acarreta também novas oportunidades, e não somente na área de tecnologia. Profissionais de marketing, por exemplo, são bastante requisitados pelas empresas, principalmente pelo fato de elas estarem em um amplo processo de migração para a internet.

A automação de trabalho, em sua essência, não visa substituir o ser humano, mas sim complementar o seu trabalho. Dessa forma, a parte repetitiva pode ser delegada a um software, que fará tudo com maior rapidez e precisão, enquanto que o colaborador pode, por exemplo, se dedicar com mais afinco às atividades com maior valor agregado.

Imagine uma equipe de atendimento que antes demorava para responder às solicitações dos clientes: usando ferramentas automatizadas, é possível atribuir um grau de urgência a cada uma delas, de modo que elas sejam respondidas e resolvidas rapidamente. Algumas profissões que podem ser amplamente automatizadas no futuro são:

• ascensorista;

• relojoeiro;

• enólogo (pessoa que degusta vinhos);

• gerente de vendas;

• agente de segurança;

• mecânico de manutenção de aparelhos esportivos e ginástica.

As profissões citadas são apenas algumas de um estudo elaborado pelo Laboratório de Aprendizado de Máquina em Finanças e Organizações da Universidade de Brasília. Tomando por base o cenário nacional, o estudo aponta a seguinte situação em relação à automação do trabalho: 54% dos empregos formais do Brasil podem ser automatizados.

Em números, o estudo aponta o fechamento de cerca de 30 milhões de vagas com carteira assinada até 2026. Por outro lado, existem profissões com risco quase inexistente de automação, como o promotor de justiça, o engenheiro de telecomunicações, os engenheiros de software e os técnicos de enfermagem.

Qual a importância do ERP na automação do trabalho?

Seja em setores como o varejo ou o industrial, o ERP tem uma grande relevância na automação do trabalho. O sistema é responsável por armazenar dados de diferentes setores e auxiliar os colaboradores nas tarefas cotidianas, com maior rapidez e eficiência. Na prática, ele realiza uma série de cálculos e cruzamento de informações, algo que antes era feito pelos humanos, tomando tempo e sendo uma fonte recorrente de erros.

Para que o ERP seja capaz de prover a automação necessária, é preciso que ele seja parametrizado. Basicamente, o processo consiste em determinar quais entradas serão aceitas e quais saídas devem ocorrer com base nas entradas. Nessa etapa, é necessário que haja pessoas atuando, pois, se não forem tomados os devidos cuidados, o ERP pode acabar se transformando em uma fonte de mais custos para o negócio.

Por outro lado, se ele foi configurado, parametrizado e customizado corretamente, a empresa só tem a ganhar. Em uma indústria, por exemplo, as reposições de estoques serão feitas sem sobrar nem faltar insumos. Logo, isso evita material parado, trazendo mais giro e eficiência operacional ao longo da cadeia produtiva.

Produtividade

Com o ERP, é possível entregar mais resultados em menos tempo. A consequência disso é o aumento da receita e da lucratividade da empresa, que pode agora assumir novas demandas sem sobrecarregar a equipe. O ERP ajuda o colaborador a evitar retrabalhos que antes eram corriqueiros, quando muitos dos procedimentos eram manuais e feitos em planilhas do Excel, por exemplo.

Crescimento escalável

O crescimento escalável é uma consequência do aumento da produtividade. Na prática, as novas demandas são assumidas sem um grande aumento dos custos operacionais, tudo graças a um ERP que antes foi parametrizado corretamente. Se não for possível manter a operação em uma filial, novas filiais podem ser abertas, expandindo o alcance da empresa, o que aumenta a base de clientes, o seu reconhecimento no mercado e a competitividade.

Economia

Boa parte dos custos de uma empresa decorrem da perda de tempo com atividades repetitivas. Uma vez que o ERP se integra aos softwares dos setores, ele começa a apontar os gargalos e pontos de ineficiência, que antes não eram conhecidos. Uma vez identificados, os gestores têm uma visão mais clara do porquê eles ocorrem e como eles podem ser mitigados, visando enxugar custos e maximizar a produtividade.

No caso de uma indústria, o ERP pode ajudar no monitoramento das máquinas, visando mostrar quando elas devem passar por manutenção. Dessa forma, evita-se que os equipamentos parem de modo inesperado e prejudiquem a operação, com o risco até mesmo de um gasto adicional em virtude da troca da máquina ou de algum componente pelo uso excessivo.

A automação de trabalho, como vimos, não visa tomar empregos, mas sim complementar o trabalho humano, tornando-o mais eficiente e produtivo. Nesse sentido, o ERP tem um papel fundamental, ajudando empresas de diversos segmentos a reduzir custos e a ganhar eficiência, tirando os colaboradores de atividades repetitivas e colocando-os em tarefas mais ligadas à atividade-fim da companhia.