Cadeia produtiva: 4 dicas para a gestão de matéria-prima

Cadeia produtiva: 4 dicas para a gestão de matéria-prima

Para fazer a gestão de matéria-prima na cadeia produtiva, é preciso manter um monitoramento constante de todo o processo, investindo em tecnologia, garantindo um transporte de qualidade e trabalhando em conjunto com seus fornecedores.

Na realidade de uma empresa, toda relação que envolve custo e investimento é feita na ponta do lápis, não só para diminuir o gasto, mas, também, para buscar a máxima eficiência que se pode ter com aquele recurso. É assim com todas as etapas de uma cadeia produtiva, seja ela qual for.

Um bom gestor deve ter em mente que não é importante ter uma boa quantidade de mercadoria em estoque, mas que ela não pode ocupar um espaço maior que o necessário, nem ficar acondicionada durante muito tempo, por exemplo. E essa relação também deve funcionar quando nos referimos à gestão da matéria-prima.

No texto de hoje, vamos dar 4 dicas para que você possa melhorar a gestão de matéria-prima no seu negócio. Boa leitura!

1. Monitore sua linha de produção em toda cadeia produtiva

Em primeiro lugar, é preciso conhecer de perto todas as etapas de sua cadeia produtiva. Isso o ajudará a otimizar processos e evitar desperdícios. Enumere todas as fases, liste os materiais e as quantidades utilizadas em um determinado período, calculando a taxa de retorno.

Um erro comum dentro das empresas, independentemente de seu porte, é a falta de conhecimento aprofundado acerca de toda a linha de produção. Para evitar isso, o mapeamento das atividades é fundamental.

Só depois de ter toda essa linha de produção mapeada é que você conseguirá identificar as necessidades específicas de cada etapa e, assim, definir qual é a melhor gestão de matéria-prima para que você não perca tempo ou recursos e diminua os gargalos da sua produção.

Entenda, abaixo, as vantagens de se focar na busca de agilidade dentro da cadeia produtiva!

Diminuição de falhas operacionais

Um mapeamento completo de toda a produção permite enxergar de forma clara todos os gargalos existentes, permitindo a correção desses problemas e evitando a perda de capacidade produtiva.

Por exemplo: imagine uma situação em que uma empresa encaminha cerca de cem insumos para produção, executando o trabalho em uma hora, encaminhando, logo após, para a embalagem.

Nessa próxima etapa, o processo leva três horas, o que demonstra claramente a ineficiência e a demanda por melhoria, pois a atividade acaba represando os insumos e se tornando um problema.

Controle de produção

O mapeamento também permite melhorar o controle de produção e o acompanhamento do processo produtivo como um todo, verificando os pontos positivos e negativos do negócio, as forças e as fraquezas.

Sendo assim, o gestor poderá agir de forma a minimizar os riscos e melhorar os principais pontos da empresa, a fim de crescer e desenvolver o negócio cada vez mais.

O controle de produção é responsável, também, por gerar informações relevantes para a tomada de decisão, permitindo que o gestor abandone o chamado instinto, para basear a estratégia da empresa em dados concretos.

Melhoria na qualidade dos produtos

Otimizar o processo produtivo também é uma forma de garantir maior qualidade dos produtos, já que o mapeamento e o controle de riscos diminuirão a incidência de erros na cadeia produtiva.

Processos automatizados e com menor participação humana tendem a terem menores problemas de performance ou falhas, garantindo melhores resultados e produtos com maior qualidade.

2. Garanta um transporte de qualidade

O transporte é um dos maiores problemas quando falamos em gestão de matéria-prima. Da agricultura à indústria, a taxa de desperdício de material causada por transporte inadequado resulta em perdas de recursos.

Vivemos em um país continental, e grande parte da movimentação de matéria-prima é feita por terra, ao longo de estradas mal cuidadas, oferecendo diversos riscos.

Além disso, é fundamental pensar em transportes específicos (e mais cuidadosos) dependendo do material necessário. Isso ajuda o material a chegar inteiro e a ser mais bem aproveitado na sua linha de produção.

Por conta disso, ficar na gestão da qualidade dos transportes, independentemente se sua empresa realiza diretamente a movimentação ou conta com parcerias com transportadoras, é fundamental para o sucesso da cadeia produtiva.

Um serviço de transporte de qualidade garante o cumprimento de prazos e a satisfação e fidelidade dos clientes, além de evitar atrasos na produção. Outras vantagens de se investir na gestão da qualidade nos transportes são:

  • redução de custos — entregas rápidas garantem o retorno financeiro esperado;
  • imagem positiva no mercado — um transporte de qualidade evita atrasos e garante cofiabilidade;
  • eliminação de processos ineficientes — a qualidade nos transportes permite uma melhor organização de toda a movimentação de materiais.

3. Mantenha fornecedores de qualidade em todas as etapas

Um controle eficaz sobre seus fornecedores é fundamental para que a cadeia produtiva funcione de acordo com o esperado, pois mesmo que se trate de uma variável externa, qualquer problema que ocorra com eles pode afetar sua empresa e seus resultados.

Tenha em mãos sempre os contatos de seus fornecedores (de preferência, mais de um para um mesmo tipo de material), condições de pagamento, forma de entrega e outros detalhes relevantes.

Esse rigor mantém maior controle sobre o setor de compras e evita problemas como urgência na entrega de material ou necessidade de se fazer um pedido muito em cima da hora, aumentando o custo com frete e preço do item.

Além disso, mantenha sempre em mãos alternativas aos seus atuais fornecedores, caso ocorra algum problema com eles. Isso evita que você e sua equipe acabem perdendo prazos por conta da falha dos parceiros de negócio.

4. Automatize o controle de seu estoque

Você sabe a quantidade exata de materiais que há no seu estoque hoje? É claro que você não precisa saber dos números exatos de cabeça, mas é importante que o estoque esteja sendo controlado — e a tecnologia está aí para ajudá-lo.

Dessa forma, um software pode chamar sua atenção quando o nível de um determinado item estiver baixo demais e apontar qual o melhor momento para repor o estoque de um determinado material.

Estoque excessivo pode significar perdas na qualidade do produto final e gastos maiores com o espaço estocado. Ao mesmo tempo, estoques reduzidos podem fazer com que sua produção simplesmente pare e você deixe de vender. Achar o equilíbrio dessa equação é garantia de melhor gestão de matéria-prima!

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