A quarta revolução industrial

A quarta revolução industrial

A história da indústria mundial é forjada periodicamente através das suas revoluções. Cada revolução foi marcada por grandes saltos tecnológicos que trouxeram profundas mudanças na maneira com que um produto era fabricado. Custo, prazos, qualidade e benefícios para o cliente estão ligados fortemente a estas evoluções.

Agora temos uma nova onda que vem atingindo com força todos os conceitos firmados pelas revoluções anteriores. É o momento da Indústria 4.0, como também é conhecida a Quarta Revolução Industrial.

Esse é um conceito fortemente ligado à internet (IoT), à tecnologia no chão de fábrica e à total automação da produção, buscando informações em tempo real que tragam agilidade, qualidade e custos menores. E a sua empresa não pode ficar para trás!

O que é a Indústria 4.0?

A indústria 4.0 engloba todos os avanços tecnológicos nos campos da automação, do controle e da tecnologia aplicada aos processos produtivos. Com a atuação focada em sistemas integrados ao chão de fábrica, os produtos manufaturados percorrem o caminho da eficiência, automação e também da possível customização.

A denominação indústria 4.0 segue a linha sequencial das revoluções industriais, sendo essa a quarta fase do processo. Veja como foi até aqui:

  • Fase 1 (1780 a 1870): surgimento das máquinas a vapor e do tear mecânico. A produção deixa de ser artesanal.
  • Fase 2 (1870 a 1970): utilização de combustíveis derivados do petróleo, aço e energia elétrica. Surge a linha de produção, que ampliou a capacidade da indústria, possibilitando que ela passasse a produzir mais e gastar menos.
  • Fase 3 (1970 até hoje): avanço da eletrônica e dos sistemas computadorizados. As linhas de montagem começam a ser formadas por robôs pré-programados.
  • Fase 4 (indústria 4.0): automação total, controle a distância, necessidade de funcionários multidisciplinares.

Como funciona?

A indústria 4.0 não se limita apenas a uma tendência ou um assunto. Ela permitirá que a manufatura passe a ser digital e autônoma. No estágio atual, muitas empresas já adotaram a automatização em seus processos internos, mas os processos ainda necessitam de recursos humanos para operar, coletar e tomar ações com base nas informações coletadas.

Um caso que está sendo explorado é a dos produtos customizados. Atualmente as empresas não têm a versatilidade de customizar produtos seriados por falta de automação no chão de fábrica.

Novas empresas com layouts inteligentes e integráveis com sistemas já fabricam produtos seriados com customizações específicas por cliente. Assim elas geram mais valor para o seu cliente.

Hoje já temos empresas espalhadas pelo mundo que fabricam seus produtos sem a necessidade de operadores. Gigantes como a GE e Toyota, entre outras, lideram o movimento e já conseguem ter 100% de automação no seu chão de fábrica.

Exemplo prático

Vamos imaginar uma grande indústria de álcool e açúcar no interior do país, que implementou a automatização total de seus processos em um grande sistema único, com máquinas especializadas realizando todas as tarefas.

Para uma melhor compreensão dividiremos todo o exemplo em duas etapas, o momento de coleta de informações e o momento em que tais dados são processados e as decisões tomadas.

Coleta de dados:

  • fornecedor (dados externos): ao saber que sua produção vai aumentar o fornecedor informa que não terá como atender a demanda total da empresa;
  • meteorologia (dados externos): a previsão meteorológica informa que haverá um aumento significativo no volume de chuvas nos próximos 20 dias;
  • bolsa de valores (dados externos): existe a especulação por parte do mercado em uma alta de 3% no preço do açúcar até o fim da safra;
  • governo (dados externos): as agências de notícias destacam que o governo ampliará os estoques de etanol em 15%;
  • sistema de produção (dados internos): o sistema de gestão da produção agendou uma parada programa para a manutenção do maquinário. 

Após receber todas essas informações externas e internas o grande sistema central da indústria 4.0 começa a análise e processamento em busca de aproveitar todas as oportunidades e reduzir as possíveis perdas com os eventos esperados.

Decisões e ações:

  • com as previsões de chuvas e maior demanda de etanol por parte do governo o sistema automaticamente realiza mudanças para aumentar o corte de cana para ofertar ao mercado etanol;
  • o caldo primário é destinado à produção de açúcar e o produto finalizado é armazenado para aguardar a alta dos preços próxima ao fim da safra;
  • é disparado um e-mail de intenção de compra para todos os demais fornecedores para suprir a falta de materiais do provedor principal;
  • com a necessidade de aumento imediato de produção as paradas de manutenção esperadas para a próxima semana são reagendadas para não interferir na produtividade esperada;

Como você pode ver, o que se espera de uma indústria 4.0 é a automação total, no qual os sistemas receberão todas as informações externas e internas. De acordo com configurações pré-estabelecidas tomarão as melhores decisões para a empresa.

Quais as mudanças esperadas?

É claro que países mais desenvolvidos poderão usufruir e se adaptar da quarta revolução industrial muito mais rápido, porém, as economias emergentes também poderão se beneficiar das vantagens da automatização total da produção.

As tecnologias provenientes da indústria 4.0 têm o poder de melhorar significativamente o rendimento produtivo das empresas, aumentando sua rentabilidade e diminuindo preços. Esse fato pode garantir a qualidade de vida de boa parte da população, que se beneficiou da mesma forma das outras revoluções industriais já ocorridas ao longo de nossa história.

É preciso deixar claro também que só alcançará todos os benefícios dessa nova fase industrial aquelas empresas que não tiverem medo de investir e serem pioneiras na implantação de tecnologias em seus processos produtivos.

Tais evoluções e melhorias permitirão que indústrias localizadas em países em desenvolvimento possam concorrer livremente contra grandes companhias com sede nas principais potências mundiais. Já a utilização da mão de obra barata como diferencial competitivo está com os dias contados.

A indústria 4.0 ainda não chegou ao seu auge, mas já está com um desenvolvimento bem avançado em muitos países. É preciso estar atento a esta oportunidade de se diferenciar e melhorar significativamente os resultados de seu negócio.

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