4 erros que você está cometendo na gestão de obras!

4 erros que você está cometendo na gestão de obras!

Administrar uma obra não é tarefa fácil! São muitos detalhes que não podem passar despercebidos para garantir o sucesso e a rentabilidade do projeto.

Reconhecer que os tempos são outros e que aquelas velhas pranchetas cheias de anotações ficaram no passado já é o primeiro passo. Existem, atualmente, diversas ferramentas que podem auxiliar a manter tudo sob controle e assegurar o andamento da sua obra com qualidade e precisão.

Independente se sua empresa é uma pequena ou grande construtora, os problemas sempre serão os mesmos: em menor ou maior escala. Para ajudá-lo a evitar estes erros, elencamos aqui algumas simples características que podem viabilizar o sucesso do empreendimento.

1. Falta de conhecimento de todos os custos envolvidos na obra:

Os custos diretos, a priori, são a soma de todos os custos dos serviços necessários (insumos, multiplicado pelas respectivas quantidades + infraestrutura necessária) para a execução da obra.

Podemos esmiuçá-los e dividi-los em duas categorias principais: custos dos insumos, que são, basicamente, materiais e equipamentos; e custos da mão de obra. E conhecer todos eles é fundamental para que você possa definir as etapas do processo construtivo: orçar, comprar, planejar, definir prazos, contratar mão de obra etc.

Afinal, quando não se tem o custo direto para começar, há um grande risco do empreendimento não se tornar rentável. Então, se você tem algum registro de quanto custaram todos estes itens nos últimos orçamentos realizados, já está no caminho certo.

Mas, ainda assim, pode ser muito difícil manter o controle e a organização de todas estas informações. Principalmente se você não conhecer os custos indiretos envolvidos na obra. Itens como administração de pessoal, riscos, controle de EPI’s, seguro e impostos, por exemplo, certamente farão o gestor que não conhece seus custos “arrancar os cabelos”.

Ter isso tudo anotado em planilhas, cadernos ou até mesmo na velha prancheta pode parecer loucura no mundo de hoje, sobretudo pelo volume de informações e consequentemente a dificuldade de armazená-las de forma prática e segura.

E ainda tem mais: além de identificar os percentuais gastos com custos diretos e indiretos, você também precisa estar atento para calcular adequadamente o percentual de seu BDI.

BDI?

“Budget Difference Income” ou “Benefício e Despesas Indiretas” é uma taxa que se adiciona ao custo de uma obra para cobrir as despesas indiretas, mais o risco do empreendimento, as despesas financeiras incorridas, os tributos incidentes na operação , eventuais despesas de comercialização, o lucro do empreendedor e o seu resultado é fruto de uma operação matemática baseada em dados objetivos envolvidos em cada obra.

Neste ponto do texto, creio que sua prancheta já deva estar sendo arremessada pela janela...

Então, vamos descobrir o que mais é preciso acertar para ter uma gestão eficiente da sua obra?

 

2. Falta de planejamento

Planejamento, seja ele operacional, de logística, de pessoal ou de matéria-prima é requisito obrigatório para a uma gestão eficaz, que impeça a necessidade de retrabalhos pelo caminho.

É imprescindível que os métodos de avaliação de produtividade, controle e análise da qualidade dos serviços e dos materiais sejam bem definidos, assim como o controle do almoxarifado de cada canteiro de obras, evitando compras desnecessárias de materiais de última hora - o que, nestes casos, atrapalham tanto o cronograma físico da obra quanto o orçamento, causando atrasos e perdas financeiras.

Estes tipos de problemas são responsáveis por diversas formas de retrabalho que geram prejuízos, ocasionados, principalmente, por gastos com materiais extras, recursos de mão de obra parados e desperdício de tempo.

 

3. Excesso de confiança e experiência

Experiência, de fato, é importante e deve ser sempre levada em consideração; mas o excesso de autoconfiança pode ser uma armadilha perigosa.

Gestores experientes acabam, por muitas vezes, engessando o processo, e com isso perdem o foco no escopo do projeto, causando mudanças de estratégias, mal uso de equipamentos e retrabalhos, por exemplo.

Infelizmente, quando isso ocorre, a Gestão de Projetos vai além dos objetivos originais pré-determinados, ocasionando diversas alterações em um projeto - o que acaba prejudicando o andamento da obra e gerando efeitos sobre o orçamento e os prazos.

Portanto, ter um escopo bem definido e segui-lo do início ao fim evita grandes transtornos no decorrer da obra.

 

4. Falta de comunicação

As ferramentas tecnológicas estão em constante evolução para auxiliar as novas nuances do mercado da construção. Da mesma forma, sua estratégia para o gerenciamento da obra deve evoluir lado a lado com as ferramentas, envolvendo pessoas, negócios e processos.

Neste contexto, manter-se em comunicação com sua equipe, parceiros, fornecedores e clientes é essencial para ajudá-lo a entender as melhores práticas de mercado e como aplica-las dentro da sua realidade.

Aplicativos e ferramentas modernas e de baixo custo para comunicação tem facilitado a vida de gestores mundo afora. Aproveite. Siga o mesmo caminho. Fortaleça o diálogo com seu time e estabeleça uma sólida relação de confiança e transparência.  Isso certamente impactará os seus resultados de maneira positiva.